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  • Mutama

Encontrei liberdade na minha rotina!



Acorda, espreguiça, faz xixi, dá comida para os gatos, respira, medita, reza. Agora posso começar o dia. Se há alguns anos alguém me falasse que eu teria rotina, eu daria risada. Sempre tive aversão a qualquer coisa ditada, programada. Quando me via entrando nesse lugar, dava logo um jeito de mudar.

Tudo que virava rotineiro trazia o sentimento de obrigação, e obrigação parecia algo ruim e eu logo fugia. Até que percebi que precisar dessa quebra também era um padrão ao qual eu estava presa. Eu relacionava o não ter rotina com liberdade, mas também não me sentia livre. Parecia liberdade decidir o que eu queria fazer a cada momento, até chegar ao fim do dia e eu perceber que eu havia visto série o dia inteiro.

Ah tudo bem, foi só um dia, dois, cinco, 2 semanas.. Será que eu estou livre mesmo ou entrei em uma inércia que não consigo sair? Eu precisei achar um lugar saudável e seguro em meio ao meu caos e para isso criei uma rotina e transformei as minhas tarefas em rituais. Atividades que abrem, fecham e completam o meu dia, que me trazem contentamento, que são sagradas. E algo que é sagrado, não pode me fazer mal, então não há expectativa sobre e nem culpa se não é feito.

Experimentei, extremei, voltei a estaca zero, e após muitas tentativas encontrei o meu jeito. Que também não é fixo, mas que requer um compromisso comigo mesma, requer a lembrança diária do quanto aquilo me faz bem, requer espaço, requer disciplina e desapego. Assim, encontrei a liberdade que eu tanto procurava mesmo na rotina e encontro contentamento no meu espaço-tempo seguro, mesmo em meio ao caos.


Autora: Samanta Zunino

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