Por que o dia 28 é o dia do Orgulho LGBTQIA+?

No dia 28.06.69 ocorreu a revolta de Stonewall, uma série de manifestações de membros da comunidade LGBTQIA+ contra uma invasão violenta da polícia de Nova York no bar gay Stonewall Inn.


Marsha P. Johnson e Sylvia Rivera estavam na linha de frente. Marsha era negra e trans e tornou-se uma figura fundamental nos primeiros anos das lutas LGBTQIA+ por seus direitos nos EUA.



Juntamente com Marsha e Sylvia, uma figura de extrema importância nesse dia foi Stormé DeLarverie, uma lésbica filha de uma mãe negra e um pai branco. Stormé ficou conhecida por ter revidado a violência policial dando um soco em um dos policiais que a agrediu no dia da revolta de Stonewall.

O episódio passou a ser considerado como o dia da libertação gay e o dia 28 passou a ser tido como o “Dia Internacional do Orgulho Gay”. Devido à repercussão significativa, um ano depois, aconteceu a primeira parada do Orgulho LGBTQIA+ que se tem notícia, também pelas ruas de NY.

Mas por que ainda é relevante falarmos sobre isso? Infelizmente, a violência, o preconceito e a baixa representatividade LGBTQIA+ não ficaram no passado. Uma pesquisa com dados do SUS mostrou que a cada uma hora uma pessoa LGBTQIA+ é agredida no Brasil. A política carece de representatividade e se mostra extremamente perigosa para a comunidade e para quem defende suas pautas.*

Um estudo viabilizado pela ONU Mulheres revelou que a representatividade LGBTQIA+ em propagandas brasileiras foi de cerca de 1,3% em 2020. O Brasil é apontado por 12 anos consecutivos como o país que mais mata pessoas trans no mundo!

E aí, o que podemos fazer para mudar esse cenário?


- Cabe a nós nos informarmos: usarmos os termos e nomes corretos.

- Consumir de pessoas LGBTQIA+ e sempre referenciar para que a visibilidade vá para quem produziu.

- Ao votar em alguém, busque saber quais suas opiniões e projetos em relação a pessoas LGBTQIA+. Muitas vezes a opressão e a violência são legitimadas por figuras de poder.

- Stonewall mostrou que através da união e da luta compartilhada podemos mudar cenários de opressão. Tenhamos respeito, aceitação e empatia pelas lutas de todas as diversidades da comunidade. Estando você dentro ou fora da sigla, essa luta é nossa!